Quinta-feira, 16 de Agosto de 2012

Barco a remos

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Terça-feira, 24 de Julho de 2012

Sem linhas....mesmo !

 

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Quinta-feira, 19 de Julho de 2012

Sem linhas

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Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Porque o fado está sempre aqui....

Ainda com o fado às voltas, da nossa vida, dos nossos dias....
Um dos meus fados preferidos....
 
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Uma semana à volta do fado.

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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

Gavetas...

AS PEQUENAS GAVETAS DO AMOR

 Se for preciso, irei buscar um sol para falar de nós:

ao ponto mais longínquo do verso mais remoto que te fiz

Devagar, meu amor,

se for preciso, cobrirei este chão de estrelas mais brilhantes que a mais constelação,

 para que as mãos depois sejam tão brandas como as desta tarde

Na memória mais funda guardarei em pequenas gavetas palavras e olhares,

se for preciso:

 tão minúsculos centros de cheiros e sabores

 Só não trarei o resto da ternura em resto desta tarde, que nem nos foi preciso:

no fundo do amor, tenho-a comigo:

 quando a quiseres

 

- (Ana Luísa Amaral, in "Imagias")

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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

outono

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Sábado, 24 de Setembro de 2011

Tardes de outono

Oh My Lover PJ Harvey
Oh my lover
Don't you know it's alright
You can love her
You can love me at the same time
Much to discover
I know you don't have the time but
Oh my lover
Don't you know it's alright

Oh my sweet thing
Oh my honey thighs
Give me your troubles
I'll keep them with mine
Take at your leisure
Take whatever you can find but
Oh my sweet thing
Don't you know it's alright

It's alright
It's alright
There's no time
So it's alright

What's that color
Forming around your eyes
Waltz my lover
Tell me that it's all right
Just another
Before you go
Go away
Oh my lover
Why don't you just say my name

And it's alright
Say it's alright
There's no time


http://www.vagalume.com.br/pj-harvey/oh-my-lover-traducao.html#ixzz1Yswh8V2U
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Terça-feira, 13 de Setembro de 2011

Amores perfeitos

Someone Like You

Adele

I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now
I heard that your dreams came true
Guess she gave you things, I didn't give to you

Old friend
Why are you so shy
It ain't like you to hold back
Or hide from the light

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it
I hoped you'd see my face and that you'd be reminded
That for me, it isn't over

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you, too
Don't forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead
Sometimes it lasts in love


But sometimes it hurts instead, yeah

 

 

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

Em fase de lua cheia

 
 
 

 

Ela procurava caminhos, atalhos de pedras ou de alucinação… Fugir da dor não fazia sentido. Mas, às vezes, o mais fácil atrai-a e atraiçoava-a. Ficava quieta.

 Não procurava nada, enfiava a cabeça no lodo, bem fundo, para não ver. Mergulhava em águas calmas e ouvia o silêncio que habita em nós, primordial, visceral até ....e apenas permanecia. Fugia da dor... dessa e de todas as que podiam nascer...mesmo com eternidades de amor entre elas.

A solução devia ser mesmo sentir a dor. Respirá-la até penetrar em todos os poros, passar por ela devagar tal qual estrada de brasas, dormir com ela todas as noites de insónia e solidão...P'ra quê?! Não sabia. Talvez para crescer e ficar mais forte quando chegasse a lua cheia…

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Terça-feira, 16 de Agosto de 2011

16 de Agosto

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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

Vidas artificiais

Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia ...
(José Saramago)
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2011

Há dias assim

Há palavras que nos beijam

 

Há palavras que nos beijam

Como se tivessem boca.

Palavras de amor, de esperança,

De imenso amor, de esperança louca.

 

Palavras nuas que beijas

Quando a noite perde o rosto;

Palavras que se recusam

Aos muros do teu desgosto.

 

De repente coloridas

Entre palavras sem cor,

Esperadas inesperadas

Como a poesia ou o amor.

 

(O nome de quem se ama

Letra a letra revelado

No mármore distraído

No papel abandonado)

 

Palavras que nos transportam

Aonde a noite é mais forte,

Ao silêncio dos amantes

Abraçados contra a morte.

 

                 Alexandre O'Neill

 

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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011

Fogo renascido ou lume apagado

FEITICEIRA

De que noite demorada
Ou de que breve manhã
Vieste tu, feiticeira
De nuvens deslumbrada

De que sonho feito mar
Ou de que mar não sonhado
Vieste tu, feiticeira
Aninhar-te ao meu lado

De que fogo renascido
Ou de que lume apagado
Vieste tu, feiticeira
Segredar-me ao ouvido

De que fontes de que águas
De que chão de que horizonte
De que neves de que fráguas
De que sedes de que montes
De que norte de que lida
De que desertos de morte
Vieste tu feiticeira
Inundar-me de vida.

Letra de Francisco Viana
Música de Luís Represas
*       

 

 

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Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Palavras

 

"... as palavras vêm do peito, passam pela garganta e desfazem-se no ar esperando que alguém as apanhe com as duas mãos cerradas..."

Pedro Paixão, O Mundo é Tudo o que Acontece

 

 

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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Lembra-te de todos os momentos que nos coroaram

 

 

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

 

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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Sede

 

 

 Fui à fonte beber água
Ao rio para te falar,
Nem na fonte nem no rio
Nunca te pude encontrar.

Dá-me uma gotinha de água
Dessa que eu oiço correr,
Entre pedras e pedrinhas

Alguma gota há-de haver.

Alguma gota há-de haver
Quero molhar a garganta,
Quero cantar como a rola
Como a
rola ninguém canta.

Fui à  fonte
beber água
Achei um raminho verde,
Quem o perdeu tinha amores
Quem o achou tinha sede.

(Mais modinhas
aqui)

 

 water ripple and leaf

sinto-me:
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."Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar". Sophia de Mello Breyner Andresen

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.Mário Cesariny

tudo no teu sorriso diz que só te falta um pretexto para seres feliz uma querela talvez chegasse ou um pequeno pastor que passasse na estrada, com suas ovelhas um riso, um pormenor que no momento se pousasse e o tornasse melhor eu vou pensando em coisas velhas - sem sombra de desdém! - na vida naquele lampejo fugace que o teu sorriso já não tem e que é do passado porque a nossa grande sabedoria não soube tratar ente tão delicado e declina, o dia o pequeno pastor já não vem (Mário Cesariny, manual de prestidigitação, Assírio & Alvim)

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.AS FADAS As fadas...eu creio nelas! Umas são moças e belas, Umas vivem nos rochedos, Outras, à beira do mar...

Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio E suportar é o tempo mais comprido. Peço-Te que venhas e me dês a liberdade, Que um só de Teus olhares me purifique e acabe. Há muitas coisas que não quero ver. Peço-Te que sejas o presente. Peço-Te que inundes tudo. E que o Teu reino antes do tempo venha E se derrame sobre a Terra Em Primavera feroz precipitado. Sophia de Mello Breyner Andresen

.Ser poeta é ser mais alto...

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Aquém e de Além Dor! É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor! É ter fome, é ter sede de Infinito! Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim... É condensar o mundo num só grito! E é amar-te, assim, perdidamente... É seres alma, e sangue, e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente!

.RAÍZES

Quem me dera ter raízes, que me prendessem ao chão. Que não me deixassem dar um passo que fosse em vão. Que me deixassem crescer silencioso e erecto, como um pinheiro de riga, uma faia ou um abeto. Quem me dera ter raízes, raízes em vez de pés. Como o lódão, o aloendro, o ácer e o aloés. Sentir a copa vergar, quando passasse um tufão. E ficar bem agarrado, pelas raízes, ao chão. (in Herbário) jORGE sOUSA bRAGA

.Somewhere over the rainbow

Quase Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe de asa... Se ao menos eu permanecesse aquém... Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído Num grande mar enganador de espuma; E o grande sonho despertado em bruma, O grande sonho - ó dor! - quase vivido... Quase o amor, quase o triunfo e a chama, Quase o princípio e o fim - quase a expansão... Mas na minh'alma tudo se derrama... Entanto nada foi só ilusão! De tudo houve um começo ... e tudo errou... - Ai a dor de ser - quase, dor sem fim... Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim, Asa que se enlaçou mas não voou... Momentos de alma que, desbaratei... Templos aonde nunca pus um altar... Rios que perdi sem os levar ao mar... Ânsias que foram mas que não fixei... Se me vagueio, encontro só indícios... Ogivas para o sol - vejo-as cerradas; E mãos de herói, sem fé, acobardadas, Puseram grades sobre os precipícios... Num ímpeto difuso de quebranto, Tudo encetei e nada possuí... Hoje, de mim, só resta o desencanto Das coisas que beijei mas não vivi... Um pouco mais de sol - e fora brasa, Um pouco mais de azul - e fora além. Para atingir faltou-me um golpe de asa... Se ao menos eu permanecesse aquém...

.Florbela Espanca

Escreve-me! Ainda que seja só Uma palavra, uma palavra apenas, Suave como o teu nome e casta Como um perfume casto d’açucenas! Escreve-me! Há tanto, há tanto tempo Que te não vejo, amor! Meu coração Morreu já, e no mundo aos pobres mortos Ninguém nega uma frase d’oração! “Amo-te!” Cinco letras pequeninas, Folhas leves e tenras de boninas, Um poema d’amor e felicidade! Não queres mandar-me esta palavra apenas? Olha, manda então… brandas… serenas… Cinco pétalas roxas de saudade… Florbela Espanca - O Livro D’Ele ********************************************* De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa dizer do meu amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. Vinicius de Moraes *************************************************** Palavras que disseste e já não dizes, palavras como um sol que me queimava, olhos loucos de um vento que soprava em olhos que eram meus, e mais felizes. Palavras que disseste e que diziam segredos que eram lentas madrugadas, promessas imperfeitas, murmuradas enquanto os nossos beijos permitiam. Palavras que dizias, sem sentido, sem as quereres, mas só porque eram elas que traziam a calma das estrelas à noite que assomava ao meu ouvido... Palavras que não dizes, nem são tuas, que morreram, que em ti já não existem — que são minhas, só minhas, pois persistem na memória que arrasto pelas ruas. Pedro Tamen, in “Tábua das Matérias” *************************************************** ********************